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sexta-feira, 8 de junho de 2018


               Novamente  falando de EJA e sua clientela.....


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            Na alfabetização  dos alunos de EJA o primeiro passo que me impressionou foi que os processos de alfabetização que acontecem nas crianças – idealizado por Emília Ferreiro –  também acontecem com os adultos, todas as fases.   E juntamente com essa descoberta,  entende-se que, como as crianças os adultos também tem um saber intelectual  a ser considerado, mesmo  não sendo escolarizados; e  cabe ao professor valorizar esse conhecimento através de suas práticas pedagógicas.
            O adulto que procura a escola para se alfabetizar é uma pessoa castigada pela sociedade iniciando pelo fato de não ter lhe dado o direito à educação, de ter-lhe permitido a  saída da escola para suprir necessidades básicas. É também uma pessoa dependente dos outros e com o emocional abalado,  fixado num sistema de poder e domínio sobre os mais desprovidos de autonomia e autoconfiança.
           Quando esse aluno chega á escola, não está somente a procura de alfabetizar-se , mas sim  em busca de  sanar muitas feridas que a sociedade abriu nele. Quer  dignidade, direitos, ânimo valorização, confiança, saber e condições de vida melhor para ele e os que dele dependem.

domingo, 20 de maio de 2018



  
                        ALFABETIZAÇÃO NA EJA

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         Todo aluno do EJA não alfabetizado, traz consigo  um conhecimento de escrita e leitura mesmo não tendo concepções de sua estrutura formal;  onde o  código escrito precede a entrada na escola; ou seja: lê-se o mundo na medida que se conhece e interpreta, depois se escreve.  Logo, todos têm um conhecimento sobre escrita e leitura, pois todos estão envolvidos com signos de escrita no seu dia a dia.
         Tendo em vista esse conhecimento prévio é que se inicia o processo de alfabetização propiciando aos alunos a interação com formas escritas em diferentes formas e estruturas: gibis, anúncios, cartas, bilhetes, e nas formas digitais;  proporcionando  um conhecimento de qualidade e inteiramente ligado ao cotidiano do aluno. Paulo Freire diz que: “ aprender a ler e escrever já não é, pois, memorizar sílabas, palavras ou frases, mas refletir criticamente sobre o próprio processo de ler e escrever e sobre o profundo significado  da linguagem.”
          Com o tempo o aluno que está em processo de alfabetização constrói e reconstrói seu aprendizado  com  o auxílio do coletivo e da exposição de suas vivências; pois é nelas que cada um organiza seu novo conhecimento, assimilando –o e repensando-o.
O desenvolvimento da alfabetização não torna somente o homem capaz de ler signos e dar significado aos sons, mas sim o incorpora á sociedade, desenvolve-o intelectualmente, aprimora sua criticidade e o torna independente.

terça-feira, 1 de maio de 2018

                        EJA  +  VYGOTSKY  =  ENSINO BASEADO NA REALIDADE

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                Vygotsky (2008) já dizia: o sujeito é ativo e interativo, pois constrói conhecimentos e constitiu-se por meio das relações interpessoais. E nessa troca com os outros que seus conhecimentos aperfeiçoam-se, internalizando-se, possibilitando a reconstrução de novos pensamentos e conhecimentos; aprimorando o homem em sua personalidade e consciência.
                   A educação deve partir desse pressuposto de que o homem constrói seu conhecimento e apenas mediar que esse conhecimento aconteça. Outra maneira de fazer melhor pela educação é partir da ideia de que todo aluno tem uma vivência, uma experiência a qual os professores podem se valer para alicerçar o conhecimento. A valorização do conhecimento pessoal é importante para a reconstrução do conhecimento já obtido, pois o ser humano é um sujeito sociocultural, criador de cultura, inconcluso e inserido em um meio com outros grupos sociais; onde partindo do diálogo inicia-se a complementação do conhecimento.
                      Na modalidade EJA essa preocupação com a individualidade do sujeito e seu meio em que vive é um alicerce para a estruturação do novo conhecimento a ser formulado.  A clientela que constitui essa sala de aula é diversificada, com sua bagagem cultural e experiências formadas, mas não teorizadas, possuem um conhecimento informal do mundo que o rodeia; e partindo desse conhecimento prévio o professor media teoria e prática.  Os alunos da EJA  “premiados” com o ensino partido de suas experiências e focado nas suas necessidades, pois ninguém mais que eles sabem o que é preciso aprender e se faz necessário nessa altura da vida.

terça-feira, 3 de abril de 2018

                                             
                                                             E J A

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            “ A mudança de ensino supletivo para educação de jovens e adultos não é uma mera  atualização vocabular. Houve um alargamento no conceito  ao mudar a expressão de ensino para a educação.  Enquanto o termo “ensino”  se restringe à mera instrução, o termo  “educação “ é muito mais amplo compreendendo os diversos processos de formação.” ( SOARES, 2002, p. 12).
            A educação de jovens e adultos é mais ampla do que pensamos, pois ela relaciona o conteúdo  pedagógico com a prática, tornando mais acessível para o educando a compreensão do formal.  Falamos aqui da EJA, mas essa metodologia acessível   e comparativa entre conteúdo e realidade deveria estar presente em todas as salas de aula, não somente para o  público da EJA.
            A EJA visa também o exercício da cidadania com participação na sociedade;  foi  por isso que foi criado, para colocar o homem discriminado  para atuar na sociedade que estava em mudanças, utilizando – o  como mão de obra qualificada e voto em potencial; pois como adulto já tem seus conhecimentos  acumulados no decorrer de sua vida é  capaz de refletir sobre  os acontecimentos do mundo ao seu redor.